O artigo se propõe a discutir as relações entre clínica e pesquisa psicanalítica, considerando seu objeto, método e objetivos. Propõe a contextualizaçäo de postulações contraditórias de Freud com respeito às relações entre clínica e pesquisa. Se ele afirma que o tratamento e a pesquisa coincidem, entäo o analista näo poderia ser neutro, no sentido de näo ter objetivos nem fazer na clínica um approach ateórico, exclusivamente empírico, no processo psicanalítico. Pelo contrário, o psicanalista näo pode ser neutro, porque é parte ativa na construçäo do campo, pois lhe cabe instaurar as condições metodológicas que permitem a análise, começando por enunciar para o paciente a regra fundamental da psicanálise e, por seu lado, mudar a posiçäo de atençäo voluntária pela de atençäo flutuante. Além disso, o psicanalista conduz o trabalho de acordo com o objetivo de investigaçäo do inconsciente e é norteado por premissas teóricas que seräo modificadas pelo que emerge da fala do paciente no campo transferencial. Na parte final do trabalho, é apresentado um exemplo de investigaçäo clínica em psicanálise sobre uma tentativa de suicídio na infância
Para contactarnos:
Lunes a Viernes de 9 a 17 hs.
Maure 1850 2do. piso, (C1426CUH) Buenos Aires - Argentina
Teléfonos: 4775-7867 o 4775-7985 interno 20
E-Mail: biblioteca@apdeba.org
Atención NO ES UNA RESERVA!
Es solo a los efectos de disponer de los datos del ejemplar para solicitarlo a biblioteca.
Tenga presente también que puede seleccionar favoritos
(los documentos que le interesen) durante su
sesión y obtener una lista de ellos.
Formulario para Solicitud de Material
Lowenkron, Aurea Maria
Pesquisa clínica na psicanálise: caminhos
En: Jornal de Psicanálise. -- Vol. 39, no. 71 (2006). -- Säo Paulo : Instituto de Psicanálise, [s.f.]
O artigo se propõe a discutir as relações entre clínica e pesquisa psicanalítica, considerando seu objeto, método e objetivos. Propõe a contextualizaçäo de postulações contraditórias de Freud com respeito às relações entre clínica e pesquisa. Se ele afirma que o tratamento e a pesquisa coincidem, entäo o analista näo poderia ser neutro, no sentido de näo ter objetivos nem fazer na clínica um approach ateórico, exclusivamente empírico, no processo psicanalítico. Pelo contrário, o psicanalista näo pode ser neutro, porque é parte ativa na construçäo do campo, pois lhe cabe instaurar as condições metodológicas que permitem a análise, começando por enunciar para o paciente a regra fundamental da psicanálise e, por seu lado, mudar a posiçäo de atençäo voluntária pela de atençäo flutuante. Além disso, o psicanalista conduz o trabalho de acordo com o objetivo de investigaçäo do inconsciente e é norteado por premissas teóricas que seräo modificadas pelo que emerge da fala do paciente no campo transferencial. Na parte final do trabalho, é apresentado um exemplo de investigaçäo clínica em psicanálise sobre uma tentativa de suicídio na infância