Perseu-o mito e o complexo: uma variante do complexo de Édipo


  En: Revista Brasileira de Psicanálise. -- Vol. 25, no. 2 (1991). --
Säo Paulo :

ABP

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  Investigando o mito Perseu e a cabeça da Medusa o autor confere destaque ao episódio da decapitaçäo da Medusa e às relaçöes entre Perseu e as figuras masculinas e femininas que povoam a narrativa. Como conseqüência dessa investigaçäo supöe para Perseu um desenlace do Complexo de Édipo diferente daquele das estruturas neurótica ou normal o qual relaciona a uma estrutura perversa. Considera o mito como sendo uma construçäo psíquica denominada por Freud "novela familiar" na qual a visäo da cabeça da Medusa representa o momento crucial da percepçäo da diferença anatômica entre os sexos cuja angústia provoca o mecanismo da recusa (Verleugnung) através do qual o perverso procura lidar com a realidade insuportável da castraçäo e da lei paterna. Postula como fundamental para a estrutura perversa, a recusa (Verleugnung) da lei paterna que, provocando uma cisäo no Ego, causa também uma cisäo superegóica. Essa clivagem egóica impede o investimento e a assimilaçäo da imago paterna. Assim, um Ego dividido, frágil e incompleto traz como conseqüência um Superego igualmente dividido, frágil e incompleto, deixando o perverso à mercê do id que o impele ao gozo absoluto e o conduz a procedimentos destrutivos: drogadiçäo, contaminaçäo por AIDS, relacionamentos sado-masoquistas, e às vezes, homicídio e suicídio
  ISBN: 0486-641X

  1. 
MITOS
; 2. 
COMPLEXO DE EDIPO
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Tavares, Idésio Milani
Perseu-o mito e o complexo: uma variante do complexo de Édipo
En: Revista Brasileira de Psicanálise. -- Vol. 25, no. 2 (1991). -- Säo Paulo : ABP, [s.f.]

Investigando o mito Perseu e a cabeça da Medusa o autor confere destaque ao episódio da decapitaçäo da Medusa e às relaçöes entre Perseu e as figuras masculinas e femininas que povoam a narrativa. Como conseqüência dessa investigaçäo supöe para Perseu um desenlace do Complexo de Édipo diferente daquele das estruturas neurótica ou normal o qual relaciona a uma estrutura perversa. Considera o mito como sendo uma construçäo psíquica denominada por Freud "novela familiar" na qual a visäo da cabeça da Medusa representa o momento crucial da percepçäo da diferença anatômica entre os sexos cuja angústia provoca o mecanismo da recusa (Verleugnung) através do qual o perverso procura lidar com a realidade insuportável da castraçäo e da lei paterna. Postula como fundamental para a estrutura perversa, a recusa (Verleugnung) da lei paterna que, provocando uma cisäo no Ego, causa também uma cisäo superegóica. Essa clivagem egóica impede o investimento e a assimilaçäo da imago paterna. Assim, um Ego dividido, frágil e incompleto traz como conseqüência um Superego igualmente dividido, frágil e incompleto, deixando o perverso à mercê do id que o impele ao gozo absoluto e o conduz a procedimentos destrutivos: drogadiçäo, contaminaçäo por AIDS, relacionamentos sado-masoquistas, e às vezes, homicídio e suicídio
ISBN: 0486-641X

1. MITOS; 2. COMPLEXO DE EDIPO
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